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quarta-feira, novembro 15, 2006
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Fomos a creche Maria de Nazaré, logo após o almoço. No começo pensei que ficaríamos tentando expor nossas idéias e interagir com todos, mas as crianças iriam ficar caladas. Inicialmente, foi isso que aconteceu, mas depois de um tempo e muita cantoria, estávamos todos nos sentindo como uma família. Fizemos grupos com as crianças e dividimos uma árvore de natal( desenhada na cartolina) em quatro. Cada grupo pintou partes diferentes da árvore com os lápis de cores que levamos. O mais interessante foi a interação que os grupos tiveram entre si, quando faltava algo em um grupo, o outro emprestava, e assim por diante. Isso garantia o espírito de união não somente nas crianças mas também nos educadores ( que nesse dia éramos nós). Várias crianças, para nossa surpresa, pediram para escrever o nome nas cartolinas, e diferente do que pensávamos, nem todas eram analfabetas. Outras que não conseguiam, pediam para nós escrevermos para elas, no intuito de diferenciar seu desenho das outras. Suas criatividades eram infinitas, suas purezas indescritíveis. Aquelas crianças precisavam ser ouvidas, notadas, mesmo que seja por apenas aquele momento. Nós estávamos ali, não somente para fazer um trabalho de redação, mas sim um trabalho de humanização, cujo objetivo principal era transformar a incompreensão, de estar em um mundo conflituoso, em harmonia e compaixão. Houve um momento que deixou a todos que estavam ali, muito emocionados, que foi quando as crianças decidiram cantar 2 músicas em agradecimento ao nosso trabalho. Isso foi uma surpresa para todo o grupo por parte das crianças, pois demonstraram que apesar de todos os dilemas, continuam vivendo uma infância saudável e cheia de alegrias.
Arthur L. Cardoso
> enviado por Alunos Esclarecidos às 3:48 PM
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